Complicações da Doença de Parkinson: Entenda Quando Consultar um Especialista
Postado em: 01/07/2025
Se você convive com a Doença de Parkinson ou acompanha alguém nessa jornada, é natural que surjam dúvidas sobre o que é esperado com a progressão da condição e o que merece atenção médica imediata.

Nem toda piora é parte do curso natural da doença — e, muitas vezes, existem alternativas para melhorar a qualidade de vida.
Neste artigo, vamos falar sobre os sinais de alerta mais comuns, explicar as complicações que podem surgir e mostrar em quais momentos é essencial procurar um especialista em distúrbios do movimento!
Quais são as complicações mais frequentes da doença de Parkinson?
A “Doença de Parkinson” é progressiva, e ao longo do tempo podem surgir dificuldades adicionais além dos sintomas motores clássicos.
Reconhecer essas complicações é o primeiro passo para agir de forma estratégica e evitar perdas funcionais desnecessárias. Entre as complicações mais comuns, estão:
- Flutuações motoras: momentos de rigidez e lentidão alternados com fases de movimento excessivo, causados pelo efeito variável da medicação.
- Tremores resistentes ao tratamento: que não respondem mais como antes às doses de levodopa.
- Quedas frequentes: associadas à instabilidade postural ou dificuldade de equilíbrio.
- Problemas de deglutição: que podem levar a engasgos e perda de peso.
- Alterações cognitivas e comportamentais: como confusão, lentificação do raciocínio, ansiedade ou depressão.
- Dificuldades para dormir: insônia, sonolência diurna ou distúrbios do comportamento durante o sono REM.
Situações como essas devem ser avaliadas com atenção, pois indicam que a doença está exigindo uma abordagem terapêutica mais ampla.
Agende uma consulta para que possamos conversar pessoalmente!
Quando é hora de procurar um especialista em Parkinson?
Se você ou alguém próximo está enfrentando complicações como as que listei, é importante consultar um neurologista especializado em Parkinson.
Em muitos casos, o acompanhamento básico com medicação pode já não ser suficiente.
Você deve considerar procurar um especialista quando:
- Tiver qualquer sinal que leve à suspeita de doença de Parkinson, para manter um acompanhamento da condição desde o começo;
- A medicação começa a perder o efeito ou causa muitos efeitos colaterais;
- O tremor interfere nas atividades do dia a dia mesmo com o uso de medicamentos;
- Há impacto na alimentação, sono ou no equilíbrio;
- O paciente passa a depender mais da ajuda de terceiros;
- Surgem dúvidas sobre alternativas como Estimulação Cerebral Profunda (DBS) ou ultrassom de alta intensidade (HIFU).
Em cada uma dessas situações, o neurologista pode ajustar o tratamento, indicar terapias complementares e, se necessário, discutir intervenções cirúrgicas que ajudam a recuperar qualidade de vida.
Entre em contato para marcar sua consulta!
Como o tratamento especializado pode evitar complicações?
O acompanhamento com um especialista faz diferença porque ele enxerga a doença em todas as suas fases e sabe quando antecipar mudanças no tratamento.
Além da medicação, há outras abordagens que podem ser combinadas, como:
- Fisioterapia motora e funcional;
- Fonoaudiologia para fala e deglutição;
- Suporte psicológico;
- Avaliação para procedimentos como DBS ou HIFU.
O ultrassom de alta intensidade (HIFU), por exemplo, tem sido uma excelente alternativa para pacientes com tremor intenso e unilateral, que não respondem mais aos remédios.
Ainda que sem cortes, é importante esclarecer que o HIFU não é um procedimento não invasivo, pois promove uma lesão terapêutica controlada no cérebro.
Por isso, ele pode gerar efeitos colaterais como formigamento, alteração da marcha ou fraqueza no braço, geralmente transitórios.
Se você percebe que a doença de Parkinson está trazendo novos desafios, não espere mais para buscar um neurologista com experiência em distúrbios do movimento!
Convido você a agendar uma consulta para que eu entenda as particularidades do seu caso e possa pensar nas melhores alternativas. É só entrar em contato para marcar seu horário!
Dr. Rubens Cury
Neurologista Especialista em Parkinson
Professor Livre-docente da Universidade de São Paulo
CRM-SP: 131.445
RQE: 64.840
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Médico Neurologista especialista em doença de Parkinson, Tremor Essencial, Distonia, e Estimulação
Cerebral Profunda (DBS, deep brain stimulation). Possui doutorado em Neurologia pela USP, pós-doutorado em
Neurologia pela USP e Universidade de Grenoble, na França, e é Professor Livre-Docente pela USP.
Registro
CRM-SP 131445 | RQE 64840