Como Reduzir a Progressão da Doença de Parkinson?
Postado em: 07/07/2025
Receber o diagnóstico de Doença de Parkinson é um momento que levanta muitas dúvidas. Uma das perguntas mais frequentes que escuto no consultório é: “Tem algo que eu possa fazer para frear a evolução da doença?”

Neste artigo, vamos conversar sobre o que realmente pode influenciar o ritmo da progressão do Parkinson, desde o início do tratamento até escolhas diárias que fazem toda a diferença a longo prazo!
Como reduzir a progressão da doença de Parkinson?
Embora ainda não exista uma cura, há caminhos seguros e comprovados para desacelerar os impactos da “Doença de Parkinson”.
O primeiro passo, sem dúvida, é contar com acompanhamento especializado, feito por um neurologista com experiência em distúrbios do movimento.
A personalização do tratamento é o que garante os melhores resultados ao longo do tempo. Isso envolve:
- Uso adequado da medicação desde os estágios iniciais;
- Avaliação frequente da resposta ao tratamento e ajustes conforme necessário;
- Prevenção e manejo de efeitos colaterais, como discinesias;
- Revisões periódicas para readequar as estratégias conforme a evolução da doença.
Além do tratamento farmacológico, é indicado adotar um plano de cuidados multidisciplinar, o que significa integrar outros profissionais, como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e nutricionistas à rotina.
Prática de atividade física
Manter-se fisicamente ativo, por exemplo, tem um papel essencial na desaceleração da progressão. Atividades como caminhada, pilates, dança adaptada e treino funcional trazem benefícios mensuráveis.
Elas ajudam a preservar o equilíbrio, o tônus muscular e, principalmente, a autonomia.
Cuidados com a saúde emocional
Outro ponto que merece atenção é a saúde emocional. O estresse crônico e a depressão podem intensificar os sintomas e acelerar a deterioração funcional.
Por isso, incluir acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico é parte do tratamento.
Agende uma consulta para que eu possa orientar você de forma personalizada, entendendo suas demandas e desafios específicos!
Quando considerar terapias avançadas como DBS ou HIFU?
Quando a resposta ao medicamento começa a oscilar, terapias avançadas são avaliadas com cuidado.
A Estimulação Cerebral Profunda (DBS) é uma cirurgia indicada para pacientes que enfrentam flutuações motoras ou tremores difíceis de controlar, entre outros critérios.
Ela permite estabilizar os sintomas e reduzir a necessidade de altas doses de remédios.
Já o ultrassom de alta intensidade (HIFU) tem sido uma excelente alternativa para pacientes com tremor dominante e unilateral.
O HIFU é realizado sem cortes, mas não é um procedimento não invasivo, pois ele provoca uma lesão precisa no cérebro, no ponto responsável pelo tremor.
O HIFU pode trazer efeitos colaterais, como:
- Formigamento em membros;
- Fraqueza leve e transitória no braço;
- Instabilidade ao caminhar nos primeiros dias.
Esses efeitos, em geral, são transitórios e ocorrem em casos bem acompanhados por equipes especializadas.
Agende uma consulta para conversarmos sobre as melhores alternativas para o seu caso!
Reduzir a progressão da doença de Parkinson pede um plano feito sob medida. Nenhum tratamento é igual ao outro, porque nenhum paciente é igual ao outro.
Se você está buscando alternativas, convido-o a agendar uma consulta. Vamos conversar e, juntos, descobrir boas opções para o sua saúde e bem-estar!
Dr. Rubens Cury
Neurologista Especialista em Parkinson
Professor Livre-docente da Universidade de São Paulo
CRM-SP: 131.445
RQE: 64.840
Leia também:
Médico Neurologista especialista em doença de Parkinson, Tremor Essencial, Distonia, e Estimulação
Cerebral Profunda (DBS, deep brain stimulation). Possui doutorado em Neurologia pela USP, pós-doutorado em
Neurologia pela USP e Universidade de Grenoble, na França, e é Professor Livre-Docente pela USP.
Registro
CRM-SP 131445 | RQE 64840