{"id":572,"date":"2022-03-16T12:50:55","date_gmt":"2022-03-16T15:50:55","guid":{"rendered":"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/?p=572"},"modified":"2022-12-02T12:59:08","modified_gmt":"2022-12-02T15:59:08","slug":"os-antioxidantes-do-vinho-tinto-e-algumas-frutas-podem-amenizar-a-doenca-de-parkinson-sugere-um-novo-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/os-antioxidantes-do-vinho-tinto-e-algumas-frutas-podem-amenizar-a-doenca-de-parkinson-sugere-um-novo-estudo\/","title":{"rendered":"Os antioxidantes do vinho tinto e algumas frutas podem amenizar a doen\u00e7a de Parkinson, sugere um novo estudo"},"content":{"rendered":"\r\n<p>Os flavonoides s\u00e3o mol\u00e9culas presentes naturalmente em uma variedade de frutas, vegetais e bebidas (por exemplo, ch\u00e1 e vinho tinto). Ap\u00f3s a sua ingest\u00e3o, os seus metab\u00f3litos podem entrar no c\u00e9rebro, onde reduzem o estresse oxidativo, a inflama\u00e7\u00e3o e a aterosclerose.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Quais s\u00e3o os principais alimentos contendo flavonoides?<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Bons exemplos de alimentos ricos em flavonoides s\u00e3o:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<ul class=\"wp-block-list\">\r\n<li>uva, morango, ma\u00e7\u00e3, mirtilo, rom\u00e3, cereja, ameixa, framboesa, jabuticaba;<\/li>\r\n<li>frutas c\u00edtricas, como lim\u00e3o, laranja, tangerina;<\/li>\r\n<li>br\u00f3colis, espinafre, couve, alho, cebola;<\/li>\r\n<li>nozes, soja, linha\u00e7a, feij\u00e3o;<\/li>\r\n<li>vinho tinto, ch\u00e1s (ch\u00e1 verde e preto), chocolate (cacau).<\/li>\r\n<\/ul>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-573\" src=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/frutas-vermelhas-1024x683.jpg\" alt=\"%imagem que representa filename%\" width=\"768\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/frutas-vermelhas-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/frutas-vermelhas-300x200.jpg 300w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/frutas-vermelhas-768x512.jpg 768w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/frutas-vermelhas-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/frutas-vermelhas.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Um estudo publicado na <a href=\"https:\/\/n.neurology.org\/content\/78\/15\/1138.long\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Neurology em 2012<\/a> j\u00e1 havia mostrado que o consumo de flavonoides estava associado a uma menor chance de a pessoa desenvolver doen\u00e7a de Parkinson.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><mark class=\"has-inline-color\" style=\"background-color: rgba(0, 0, 0, 0); color: #0a67d3;\">Um novo estudo<\/mark>, tamb\u00e9m publicado na <a href=\"https:\/\/n.neurology.org\/content\/early\/2022\/01\/26\/WNL.0000000000013275.long\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Neurology,<\/a> e realizado nos Estados Unidos, mostrou que o consumo de flavonoides est\u00e1 associado a uma <mark class=\"has-inline-color\" style=\"background-color: rgba(0, 0, 0, 0); color: #27ac95;\">menor mortalidade<\/mark> em quem j\u00e1 tem a doen\u00e7a de Parkinson.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"81\" class=\"wp-image-575\" src=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/neurology-1024x81.png\" alt=\"%imagem que representa filename%\" srcset=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/neurology-1024x81.png 1024w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/neurology-300x24.png 300w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/neurology-768x60.png 768w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/neurology-1536x121.png 1536w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/neurology.png 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"430\" height=\"174\" class=\"wp-image-576\" src=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/neurology-logo.png\" alt=\"%imagem que representa filename%\" srcset=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/neurology-logo.png 430w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/neurology-logo-300x121.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No total, 1.251 pessoas com Parkinson foram inclu\u00eddas e seguidas por uma m\u00e9dia de 33 anos. Informa\u00e7\u00f5es sobre as dietas dessas pessoas foram coletadas a cada dois ou quatro anos, come\u00e7ando em 1975 para as mulheres e em 1986 para os homens.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Na \u00e9poca em que esse novo estudo foi realizado, 599 mulheres e 652 homens tinham sido diagnosticados com a doen\u00e7a de Parkinson. A partir dos alimentos que essas mulheres e homens relataram consumir, foi poss\u00edvel ent\u00e3o calcular a ingest\u00e3o de flavon\u00f3ides.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"resultados\"><strong>Resultados<\/strong><\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Antes de ter o diagn\u00f3stico de Parkinson,<\/strong> um consumo maior de flavonoides foi associado a uma menor mortalidade ap\u00f3s o desenvolvimento da doen\u00e7a. Exemplo: o consumo de frutas vermelhas e vinho tinto pelo menos 3 vezes por semana esteve associado a uma menor mortalidade quando comparado ao consumo &lt; 1 vez ao m\u00eas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Ap\u00f3s ter o diagn\u00f3stico de Parkinson,<\/strong> o consumo global de flavonoides tamb\u00e9m esteve associado a menor mortalidade. Ou seja, nas pessoas com Parkinson em que havia um h\u00e1bito semanal do consumo de flavonoides a mortalidade foi menor.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Conclus\u00e3o dos autores:\u00a0<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cNeste estudo de prospectivo, descobrimos, pela primeira vez, que os indiv\u00edduos com Parkinson que habitualmente consumiam mais flavon\u00f3ides (pelo menos 3 vezes por semana) tinham menor risco de mortalidade por todas as causas, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0queles com menor ingest\u00e3o. Consistentemente, o maior consumo de frutas vermelhas e vinho tinto tamb\u00e9m foi associado a menor mortalidade\u201d<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>E o que \u00e9 comer bastante flavon\u00f3ides?\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u00c9 consumir em m\u00e9dia 650 mg ao dia 3 vezes por semana. Para termos uma no\u00e7\u00e3o, 100g de morango tem cerca de 180 mg de flavonoides, enquanto que 100g de ma\u00e7\u00e3 tem 113mg.\u00a0\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Coment\u00e1rios pessoais:<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O estudo traz evid\u00eancias adicionais do potencial papel neuroprotetor das frutas e vegetais para as pessoas de uma forma geral. Por\u00e9m, a natureza dos dados deste estudo n\u00e3o deve ser interpretada como se as pessoas com Parkinson mudarem repentinamente sua dieta, para incluir flavonoides, viver\u00e3o mais.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Esse \u00e9 um estudo de associa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de causa-efeito. Por exemplo, misturar vinho e Parkinson nem sempre \u00e9 seguro, pois pode piorar o desequil\u00edbrio e proporcionar quedas em algumas pessoas. Em contrapartida, em um indiv\u00edduo com Parkinson que tem o h\u00e1bito de beber aos finais de semana, trocar sua cerveja, ou destilado, por vinho tinto, parece ser uma boa ideia. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre individualizada.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O que precisamos \u00e9 balancear. Sim, essas novas evid\u00eancias nos permitem estimular os pacientes a comerem cada vez melhor; agora, em especial, os alimentos ricos em flavonoides. E, felizmente, os flavon\u00f3ides s\u00e3o encontrados em muitas frutas e vegetais que podemos comprar facilmente em supermercados.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Al\u00e9m da alimenta\u00e7\u00e3o, ader\u00eancia aos rem\u00e9dios, atividade f\u00edsica em moderada intensidade s\u00e3o essenciais. Manter os planos, os projetos de vida e exercitar a mente. A boa conviv\u00eancia com a doen\u00e7a \u00e9 multifatorial.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Artigo escrito pelo Dr. Rubens Gisbert Cury<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>M\u00e9dico Neurologista especialista em doen\u00e7a de Parkinson, Tremor Essencial, Distonia, e Estimula\u00e7\u00e3o Cerebral Profunda (DBS, deep brain stimulation). Possui doutorado em Neurologia pela Universidade de S\u00e3o Paulo e p\u00f3s-doutorado em Neurologia pela Universidade de S\u00e3o Paulo e Universidade de Grenoble, na Fran\u00e7a.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"span-reading-time rt-reading-time\" style=\"display: block;\"><span class=\"rt-label rt-prefix\">Tempo de leitura: <\/span> <span class=\"rt-time\"> 3<\/span> <span class=\"rt-label rt-postfix\">minutos<\/span><\/span>Os flavonoides s\u00e3o mol\u00e9culas presentes naturalmente em uma variedade de frutas, vegetais e bebidas (por exemplo, ch\u00e1 e vinho tinto). Ap\u00f3s a sua ingest\u00e3o, os seus metab\u00f3litos podem entrar no c\u00e9rebro, onde reduzem o estresse oxidativo, a inflama\u00e7\u00e3o e a aterosclerose. Quais s\u00e3o os principais alimentos contendo flavonoides? 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