{"id":556,"date":"2026-04-17T10:00:00","date_gmt":"2026-04-17T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/?p=556"},"modified":"2026-05-11T18:17:46","modified_gmt":"2026-05-11T21:17:46","slug":"doenca-de-parkinson-uma-outra-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/doenca-de-parkinson-uma-outra-pandemia\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7a de Parkinson: uma outra pandemia?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, mais de 8,5 milh\u00f5es de pessoas vivem com a <strong><a href=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/tratamentos\/doenca-de-parkinson\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">doen\u00e7a de Parkinson<\/a><\/strong> no mundo. As proje\u00e7\u00f5es indicam que esse n\u00famero pode dobrar at\u00e9 2040. Diante desse crescimento expressivo e cont\u00ednuo, alguns especialistas passaram a usar a express\u00e3o <em>&#8220;outra pandemia&#8221;<\/em>, porque seu avan\u00e7o global \u00e9 r\u00e1pido, silencioso e preocupante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entender por que os casos est\u00e3o aumentando, quais fatores podem estar associados e quando procurar avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica s\u00e3o perguntas cada vez mais relevantes. O objetivo deste conte\u00fado \u00e9 esclarecer essas quest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a doen\u00e7a de Parkinson est\u00e1 sendo chamada de &#8220;outra pandemia&#8221;?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, a <strong>incid\u00eancia e a preval\u00eancia<\/strong> da doen\u00e7a de Parkinson cresceram mais do que qualquer outra doen\u00e7a neurol\u00f3gica. Dados de estudos de carga global de doen\u00e7as mostram que o n\u00famero de pessoas afetadas mais do que dobrou entre 1990 e 2016, e a tend\u00eancia de crescimento se mant\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para entender a diferen\u00e7a: <strong>incid\u00eancia<\/strong> \u00e9 o n\u00famero de casos novos por ano; <strong>preval\u00eancia<\/strong> \u00e9 o total de pessoas que vivem com a doen\u00e7a em determinado momento. Ambos os indicadores est\u00e3o em alta, o que sinaliza n\u00e3o apenas mais diagn\u00f3sticos, mas tamb\u00e9m mais pessoas convivendo com a condi\u00e7\u00e3o por per\u00edodos mais longos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O crescimento \u00e9 desproporcional quando comparado a outras doen\u00e7as neurol\u00f3gicas, o que levou pesquisadores a questionar se o envelhecimento populacional seria suficiente para explicar esse fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O envelhecimento explica sozinho o aumento dos casos?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O envelhecimento populacional \u00e9, sem d\u00favida, um fator relevante. A doen\u00e7a de Parkinson \u00e9 mais comum acima dos 60 anos, e a popula\u00e7\u00e3o mundial est\u00e1 vivendo mais. Mas esse fator, isoladamente, n\u00e3o explica o ritmo do crescimento observado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos epidemiol\u00f3gicos mostram que o aumento proporcional de casos supera o crescimento da popula\u00e7\u00e3o idosa. Isso sugere que outros fatores (ambientais, comportamentais e possivelmente gen\u00e9ticos) tamb\u00e9m est\u00e3o contribuindo para esse cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-resized\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"558\" src=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grafico-parkinson-1024x558.png\" alt=\"%imagem que representa filename%\" class=\"wp-image-557\" srcset=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grafico-parkinson-1024x558.png 1024w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grafico-parkinson-300x164.png 300w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grafico-parkinson-768x419.png 768w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grafico-parkinson-1536x837.png 1536w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grafico-parkinson.png 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais fatores ambientais podem estar associados \u00e0 doen\u00e7a de Parkinson?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A doen\u00e7a de Parkinson resulta da perda progressiva de neur\u00f4nios produtores de <strong>dopamina<\/strong> em uma regi\u00e3o espec\u00edfica do c\u00e9rebro. Embora a causa exata ainda n\u00e3o seja totalmente compreendida, estudos epidemiol\u00f3gicos identificaram alguns fatores ambientais associados ao maior risco de desenvolv\u00ea-la.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Polui\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o aumentam o risco?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos observacionais sugerem associa\u00e7\u00e3o entre exposi\u00e7\u00e3o a <strong>poluentes atmosf\u00e9ricos<\/strong> \u2014 como di\u00f3xido de nitrog\u00eanio (NO\u2082) \u2014 e maior incid\u00eancia da doen\u00e7a. A exposi\u00e7\u00e3o prolongada a <strong>pesticidas e solventes industriais<\/strong> tamb\u00e9m aparece com frequ\u00eancia como fator associado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 importante destacar que esses dados indicam correla\u00e7\u00f5es que merecem aten\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o significam que toda pessoa exposta desenvolver\u00e1 a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">H\u00e1 fatores que parecem ter efeito protetor?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns estudos identificaram associa\u00e7\u00e3o entre certos h\u00e1bitos e menor risco de desenvolver Parkinson. O consumo regular de <strong>cafe\u00edna<\/strong> e de alimentos ricos em <strong>flavonoides<\/strong> (como frutas vermelhas e ch\u00e1 verde) e a <strong>dieta mediterr\u00e2nea<\/strong> aparecem como poss\u00edveis fatores protetores em algumas pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De modo geral, manter uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada e a pr\u00e1tica regular de atividade f\u00edsica s\u00e3o reconhecidos como medidas que ajudam na sa\u00fade geral e neurol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais sinais devem chamar aten\u00e7\u00e3o para procurar um neurologista?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhecer o cen\u00e1rio epidemiol\u00f3gico \u00e9 importante, mas h\u00e1 uma diferen\u00e7a entre preocupa\u00e7\u00e3o com risco populacional e a presen\u00e7a de sintomas individuais. Os sinais mais comuns nos est\u00e1gios iniciais da doen\u00e7a de Parkinson incluem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Tremor de repouso<\/strong>: tremor que aparece quando o membro est\u00e1 relaxado;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Lentid\u00e3o dos movimentos<\/strong> (bradicinesia);<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Rigidez muscular<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Altera\u00e7\u00f5es no equil\u00edbrio e na marcha<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses sintomas n\u00e3o confirmam o diagn\u00f3stico por si s\u00f3, outras condi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m podem caus\u00e1-los. Por isso, a avalia\u00e7\u00e3o com um neurologista especialista \u00e9 o caminho mais indicado diante de qualquer d\u00favida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que fazer diante desse aumento de casos?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o existe uma forma comprovada de prevenir completamente a doen\u00e7a de Parkinson. No entanto, h\u00e1bitos saud\u00e1veis com respaldo cient\u00edfico podem contribuir para a sa\u00fade neurol\u00f3gica de forma geral:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Praticar <strong>atividade f\u00edsica regular<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>Manter uma <strong>alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada<\/strong>, com base em alimentos naturais;<\/li>\n\n\n\n<li>Evitar exposi\u00e7\u00e3o prolongada a pesticidas, solventes e outros produtos qu\u00edmicos industriais quando poss\u00edvel;<\/li>\n\n\n\n<li>Realizar acompanhamento m\u00e9dico regular, especialmente ap\u00f3s os 50 anos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses cuidados n\u00e3o eliminam o risco, mas fazem parte de um estilo de vida que favorece o bem-estar a longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FAQ \u2014 Perguntas Frequentes<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A doen\u00e7a de Parkinson \u00e9 contagiosa?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o. A doen\u00e7a de Parkinson n\u00e3o \u00e9 contagiosa e n\u00e3o se transmite de pessoa para pessoa. O termo &#8220;pandemia&#8221; \u00e9 usado nesse contexto para descrever o crescimento global e acelerado dos casos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quem tem hist\u00f3rico familiar deve se preocupar mais?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gen\u00e9tica pode ter algum papel, especialmente em casos de in\u00edcio mais precoce. Por\u00e9m, a <strong>maioria dos casos n\u00e3o segue um padr\u00e3o heredit\u00e1rio direto<\/strong>. Ter um familiar com a doen\u00e7a aumenta o risco, mas n\u00e3o determina que a pessoa vai desenvolv\u00ea-la.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 poss\u00edvel reduzir o risco ao longo da vida?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o h\u00e1 como eliminar completamente o risco. Mas manter h\u00e1bitos saud\u00e1veis (atividade f\u00edsica, alimenta\u00e7\u00e3o variada e acompanhamento m\u00e9dico regular) contribui para a sa\u00fade geral.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Avalia\u00e7\u00e3o especializada em doen\u00e7a de Parkinson<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do crescimento global dos casos, cada situa\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00fanica. O aumento da preval\u00eancia da <strong>doen\u00e7a de Parkinson<\/strong> refor\u00e7a a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico e acompanhamento precoces, permitindo melhor controle dos sintomas e mais qualidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se voc\u00ea apresenta sintomas como tremor, lentid\u00e3o ou rigidez, procure avalia\u00e7\u00e3o com um neurologista especialista em dist\u00farbios do movimento. O <strong>Dr. Rubens Cury<\/strong> atende presencialmente em S\u00e3o Paulo ou por telemedicina para todo o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Este conte\u00fado tem car\u00e1ter informativo e n\u00e3o substitui a avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica individualizada.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"span-reading-time rt-reading-time\" style=\"display: block;\"><span class=\"rt-label rt-prefix\">Tempo de leitura: <\/span> <span class=\"rt-time\"> 4<\/span> <span class=\"rt-label rt-postfix\">minutos<\/span><\/span>Hoje, mais de 8,5 milh\u00f5es de pessoas vivem com a doen\u00e7a de Parkinson no mundo. As proje\u00e7\u00f5es indicam que esse n\u00famero pode dobrar at\u00e9 2040. Diante desse crescimento expressivo e cont\u00ednuo, alguns especialistas passaram a usar a express\u00e3o &#8220;outra pandemia&#8221;, porque seu avan\u00e7o global \u00e9 r\u00e1pido, silencioso e preocupante. 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