{"id":2092,"date":"2025-10-21T08:00:00","date_gmt":"2025-10-21T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/?p=2092"},"modified":"2025-10-20T16:10:59","modified_gmt":"2025-10-20T19:10:59","slug":"o-que-pacientes-parkinson-querem-remedios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/o-que-pacientes-parkinson-querem-remedios\/","title":{"rendered":"O que os pacientes com Parkinson querem dos rem\u00e9dios?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"536\" src=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2_1-O-que-os-pacientes-com-Parkinson-querem-dos-remedios--1024x536.jpg\" alt=\"%imagem que representa filename%\" class=\"wp-image-2093\" srcset=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2_1-O-que-os-pacientes-com-Parkinson-querem-dos-remedios--1024x536.jpg 1024w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2_1-O-que-os-pacientes-com-Parkinson-querem-dos-remedios--300x157.jpg 300w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2_1-O-que-os-pacientes-com-Parkinson-querem-dos-remedios--768x402.jpg 768w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2_1-O-que-os-pacientes-com-Parkinson-querem-dos-remedios-.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O que, de fato, as pessoas com <strong>Parkinson<\/strong> esperam dos rem\u00e9dios e das pesquisas cient\u00edficas? Um <a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/10.1177\/1877718X251366032\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo publicado no Journal of Parkinson\u2019s Disease<\/a>, importante revista europeia da \u00e1rea, trouxe reflex\u00f5es valiosas sobre esse tema \u2014 e \u00e9 justamente sobre elas que vamos conversar hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Vou resumir as principais considera\u00e7\u00f5es do artigo e trazer reflex\u00f5es essenciais para m\u00e9dicos e pacientes. Convido voc\u00ea a continuar a leitura para me acompanhar nessa conversa!<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a doen\u00e7a de Parkinson \u00e9 considerada t\u00e3o complexa?<\/h2>\n\n\n\n<p>Uma das primeiras observa\u00e7\u00f5es destacadas pelo artigo \u00e9 a enorme <strong>variabilidade da <\/strong><a href=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/tratamentos\/doenca-de-parkinson\/\"><strong>doen\u00e7a de Parkinson<\/strong><\/a>. Nenhum paciente \u00e9 igual ao outro \u2014 os sintomas, a intensidade e a forma como se manifestam s\u00e3o t\u00e3o \u00fanicos quanto flocos de neve.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso torna o tratamento um verdadeiro desafio, j\u00e1 que n\u00e3o existem f\u00f3rmulas prontas ou protocolos universais que funcionem para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa diversidade se manifesta em v\u00e1rios aspectos: idade de in\u00edcio da doen\u00e7a, diferen\u00e7a entre homens e mulheres, presen\u00e7a ou n\u00e3o de tremores, impacto na fala, equil\u00edbrio, cogni\u00e7\u00e3o e at\u00e9 nas emo\u00e7\u00f5es. Por isso, <strong>o tratamento do Parkinson deve ser sempre individualizado e personalizado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que mais incomoda os pacientes com Parkinson?<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o artigo, as respostas dos pacientes mostram como as <strong>prioridades mudam de pessoa para pessoa<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, os pacientes mais jovens (entre 40 e 60 anos) se sentem mais incomodados com os sintomas. Confira alguns dos pontos que apareceram na pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O tremor e o impacto social<\/h3>\n\n\n\n<p>O tremor \u00e9, sim, uma queixa comum no <a href=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/neurologia-avancada-enfrentando-parkinson-tratamentos-especializados\/\">Parkinson<\/a> \u2014 mas, muitas vezes, o inc\u00f4modo n\u00e3o est\u00e1 apenas na limita\u00e7\u00e3o f\u00edsica, e sim no impacto social. Muitos pacientes relatam constrangimento ou medo do olhar dos outros, mesmo quando conseguem realizar suas atividades normalmente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A lentid\u00e3o e a autonomia<\/h3>\n\n\n\n<p>A lentid\u00e3o nos movimentos tamb\u00e9m \u00e9 um ponto de preocupa\u00e7\u00e3o, principalmente porque interfere na <strong>independ\u00eancia do paciente<\/strong>, dificultando atividades simples do dia a dia, como se vestir, caminhar ou dirigir.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sintomas n\u00e3o motores<\/h3>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos sintomas f\u00edsicos, h\u00e1 tamb\u00e9m os sintomas n\u00e3o motores, que impactam de forma significativa a qualidade de vida: apatia, des\u00e2nimo, dificuldades cognitivas, ins\u00f4nia, excesso de urina \u00e0 noite e dores difusas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esses sintomas, embora menos vis\u00edveis, <strong>podem ser at\u00e9 mais incapacitantes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que os pacientes mais desejam dos tratamentos<\/h2>\n\n\n\n<p>O que os pacientes realmente querem \u00e9 <strong>melhor qualidade de vida<\/strong>. E, nesse sentido, os desejos se dividem em quatro grandes grupos de terapias ideais:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Terapias que aliviem os sintomas <\/strong>\u2014 s\u00e3o as que existem hoje e ajudam a controlar tremores, rigidez e lentid\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Terapias que reduzam a progress\u00e3o da doen\u00e7a<\/strong> \u2014 ainda inexistentes em termos farmacol\u00f3gicos, mas com evid\u00eancias de benef\u00edcio por meio de atividade f\u00edsica regular e <a href=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/entenda-como-alimentacao-pode-interferir-efeito-levodopa\/\">alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel<\/a>.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Terapias que interrompam a doen\u00e7a <\/strong>\u2014 um sonho cient\u00edfico, que tem sido foco de muitas pesquisas.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Terapias que revertam os danos j\u00e1 causados<\/strong> \u2014 o cen\u00e1rio mais improv\u00e1vel em um futuro pr\u00f3ximo, mas que expressa o desejo de recuperar a vida como era antes do diagn\u00f3stico.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Outro ponto relevante \u00e9 a necessidade de <strong>olhar tamb\u00e9m para quem ainda n\u00e3o tem Parkinson, mas apresenta alto risco de desenvolv\u00ea-lo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, pessoas que t\u00eam sono REM muito v\u00edvido \u2014 que se mexem ou falam dormindo \u2014 podem estar em um grupo de risco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para esses casos, o ideal seria que a medicina conseguisse intervir precocemente, com terapias preventivas antes mesmo que a doen\u00e7a se manifeste.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, atividade f\u00edsica, sono de qualidade e alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada continuam sendo as melhores <strong>estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o<\/strong> conhecidas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"O que os pacientes com Parkinson querem dos rem\u00e9dios?\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3YvCHJNInII?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perguntas frequentes&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1. A doen\u00e7a de Parkinson tem cura?<\/h3>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o. O tratamento atual busca controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2. Todos os pacientes com Parkinson t\u00eam tremores?<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o. Alguns pacientes apresentam mais rigidez e lentid\u00e3o do que tremores, por exemplo. Como comentado acima, os sintomas variam muito de pessoa para pessoa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3. Os medicamentos param de funcionar com o tempo?<\/h3>\n\n\n\n<p>Eles podem perder efic\u00e1cia parcial, o que exige ajustes m\u00e9dicos peri\u00f3dicos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4. Atividade f\u00edsica ajuda no tratamento?<\/h3>\n\n\n\n<p>Sim. Exerc\u00edcios regulares s\u00e3o essenciais para retardar a progress\u00e3o dos sintomas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">5. O que causa a doen\u00e7a de Parkinson?<\/h3>\n\n\n\n<p>A causa exata ainda \u00e9 desconhecida, mas envolve fatores gen\u00e9ticos e ambientais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">6. Como saber se tenho risco de desenvolver Parkinson?<\/h3>\n\n\n\n<p>Altera\u00e7\u00f5es no sono, especialmente sono REM v\u00edvido, redu\u00e7\u00e3o do olfato, podem ser sinais de alerta precoce.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">7. O Parkinson afeta apenas idosos?<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o. Existem casos de in\u00edcio precoce, antes dos 50 anos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">8. Quais os sintomas n\u00e3o motores mais comuns?<\/h3>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/parkinson-depressao-como-identificar-tratar\/\">Depress\u00e3o<\/a>, ansiedade, dist\u00farbios do sono, dor e constipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">9. O diagn\u00f3stico \u00e9 feito por exames de imagem?<\/h3>\n\n\n\n<p>O diagn\u00f3stico \u00e9 cl\u00ednico, feito por um <a href=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/neurologia-clinica\/\">neurologista especializado<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">10. H\u00e1 alimentos que pioram os sintomas?<\/h3>\n\n\n\n<p>O excesso de prote\u00ednas pode interferir na absor\u00e7\u00e3o de alguns medicamentos, como a levodopa.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal mensagem do artigo \u00e9 clara: a <a href=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/tratamentos\/doenca-de-parkinson\/\">doen\u00e7a de Parkinson<\/a> \u00e9 complexa, vari\u00e1vel e profundamente pessoal. Por isso, o tratamento deve ir al\u00e9m dos sintomas e enxergar o indiv\u00edduo em sua totalidade \u2014 suas prioridades, rotina, trabalho e bem-estar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que rem\u00e9dios, o que os pacientes querem \u00e9 autonomia, dignidade e qualidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Gostaria de conversar pessoalmente sobre o seu tratamento? Convido voc\u00ea a entrar em contato e agendar uma consulta!<\/p>\n\n\n\n<p>Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/buscando-alternativas-parkinson-saiba-mais-sobre-dbs\/\">Buscando Alternativas para o Parkinson? Saiba Mais sobre DBS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"span-reading-time rt-reading-time\" style=\"display: block;\"><span class=\"rt-label rt-prefix\">Tempo de leitura: <\/span> <span class=\"rt-time\"> 4<\/span> <span class=\"rt-label rt-postfix\">minutos<\/span><\/span>O que, de fato, as pessoas com Parkinson esperam dos rem\u00e9dios e das pesquisas cient\u00edficas? Um artigo publicado no Journal of Parkinson\u2019s Disease, importante revista europeia da \u00e1rea, trouxe reflex\u00f5es valiosas sobre esse tema \u2014 e \u00e9 justamente sobre elas que vamos conversar hoje. 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