{"id":1559,"date":"2023-11-10T11:52:29","date_gmt":"2023-11-10T14:52:29","guid":{"rendered":"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/?p=1559"},"modified":"2024-05-22T15:39:53","modified_gmt":"2024-05-22T18:39:53","slug":"estimulacao-cerebral-profunda-pode-ser-usada-no-tratamento-de-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/estimulacao-cerebral-profunda-pode-ser-usada-no-tratamento-de-alzheimer\/","title":{"rendered":"A estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica n\u00e3o-invasiva pode ser usada no tratamento de Alzheimer?"},"content":{"rendered":"\n<p>Um novo <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41593-023-01456-8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estudo<\/a>, publicado na revista <em>Nature Neuroscience<\/em>, destacou a estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica cerebral<strong> <\/strong>como uma alternativa para o tratamento futuro da <strong>doen\u00e7a de Alzheimer<\/strong>. A t\u00e9cnica utiliza campos el\u00e9tricos de m\u00faltiplas frequ\u00eancias para estimular neur\u00f4nios no <strong>hipocampo<\/strong>, regi\u00e3o do c\u00e9rebro envolvida na forma\u00e7\u00e3o, armazenamento e recupera\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"536\" src=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Estimulacao-cerebral-profunda-pode-ser-usada-no-tratamento-de-AlzheimeR-1024x536.jpg\" alt=\"A estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica n\u00e3o-invasiva pode ser usada no tratamento de Alzheimer?\" class=\"wp-image-1564\" style=\"width:512px\" srcset=\"https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Estimulacao-cerebral-profunda-pode-ser-usada-no-tratamento-de-AlzheimeR-1024x536.jpg 1024w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Estimulacao-cerebral-profunda-pode-ser-usada-no-tratamento-de-AlzheimeR-300x157.jpg 300w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Estimulacao-cerebral-profunda-pode-ser-usada-no-tratamento-de-AlzheimeR-768x402.jpg 768w, https:\/\/rubenscury.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Estimulacao-cerebral-profunda-pode-ser-usada-no-tratamento-de-AlzheimeR.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Conforme explicado pelos pesquisadores, os neur\u00f4nios se comunicam por meio de sinais el\u00e9tricos, e o Alzheimer afeta a comunica\u00e7\u00e3o entre os neur\u00f4nios do hipocampo, localizados no lobo temporal do c\u00e9rebro. A <strong>eletroestimula\u00e7\u00e3o n\u00e3o-invasiva<\/strong> emerge como uma maneira de corrigir esses desequil\u00edbrios na atividade el\u00e9trica, oferecendo potencial para tratar doen\u00e7as cerebrais, incluindo o <strong>Alzheimer<\/strong>. O grupo argumenta que os eletrodos implantados podem monitorar a atividade e transportar pequenas correntes el\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de tentar atingir remotamente o hipocampo com campos el\u00e9tricos, os cientistas realizaram experimentos cerebrais <em>post mortem<\/em> para confirmar a viabilidade do experimento. Em seguida, aplicaram a estimula\u00e7\u00e3o em 20 volunt\u00e1rios sem sintomas de Alzheimer enquanto memorizavam conjuntos de rostos e nomes, tarefa que requer a atividade do hipocampo. Repetindo o processo com outros 21 volunt\u00e1rios por 30 minutos, constataram que a t\u00e9cnica <strong>melhorou o desempenho da mem\u00f3ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O ensaio foi liderado pelo Dr. Nir Grossman, Dra. In\u00eas Violante e pela equipe do UK DRI no Imperial College London e na Universidade de Surrey.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o resultados preliminares e n\u00e3o devem ser utilizados na pr\u00e1tica, apenas em \u00e2mbito de pesquisa cient\u00edfica!<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica no combate ao Alzheimer<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Agora, os pesquisadores buscam testar se o tratamento repetido com estimula\u00e7\u00e3o ao longo de v\u00e1rios dias pode beneficiar pessoas nos est\u00e1gios iniciais da <strong>doen\u00e7a de Alzheimer<\/strong>. Um novo estudo incluir\u00e1 participantes a partir dos 50 anos com comprometimento cognitivo leve.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio grupo reconhece que esse conhecimento \u00e9 fundamental para desenvolver estrat\u00e9gias individualizadas para tratar ou retardar o surgimento de doen\u00e7as. A expectativa dos autores \u00e9 que o estudo ajude a aumentar a disponibilidade de terapias de <strong>estimula\u00e7\u00e3o cerebral <\/strong>e reduza drasticamente custos e riscos, representando um passo importante em dire\u00e7\u00e3o a uma abordagem mais acess\u00edvel e segura para o tratamento do Alzheimer.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Potencial da estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica cerebral<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2021, um estudo da Universidade da Calif\u00f3rnia, publicado na revista <em>Nature Medicine<\/em>, indicou que a estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica no c\u00e9rebro pode ter um efeito antidepressivo, desde que os choques sejam adaptados ao humor e sintomas espec\u00edficos de cada paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em 2022, cientistas descobriram que \u00e9 poss\u00edvel aumentar a mem\u00f3ria atrav\u00e9s de estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, o que pode ser ben\u00e9fico para pacientes com Alzheimer. Essas descobertas foram publicadas na <em>Nature Neuroscience<\/em>. O m\u00e9todo envolve o uso de uma touca cheia de eletrodos e uma corrente el\u00e9trica para modular as ondas cerebrais em regi\u00f5es espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que \u00e9 o Alzheimer?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O <strong>Alzheimer<\/strong> representa a forma mais comum de <a href=\"https:\/\/dmplus.com.br\/blog\/vitamina-d-na-prevencao-da-demencia-tem-relacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">dem\u00eancia<\/a>, caracterizando-se como uma doen\u00e7a neurol\u00f3gica que se manifesta inicialmente por meio de falhas na mem\u00f3ria e pode, progressivamente, levar a pessoa \u00e0 perda de independ\u00eancia e da capacidade de interagir com o ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a <a href=\"https:\/\/abraz.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Alzheimer (Abraz)<\/a>, a idade \u00e9 o principal fator de risco para essa forma de dem\u00eancia. Ap\u00f3s os 65 anos, o risco de desenvolver a enfermidade dobra a cada cinco anos. Embora as mulheres apresentem uma probabilidade maior de ter o dist\u00farbio do que os homens, essa disparidade pode ser atribu\u00edda \u00e0 longevidade feminina.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros fatores de risco incluem hipertens\u00e3o, diabetes, obesidade, tabagismo, depress\u00e3o e sedentarismo. O hist\u00f3rico familiar desempenha papel relevante, especialmente se houver parentes que tenham manifestado a doen\u00e7a precocemente, ou seja, antes dos 65 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Exames laboratoriais e de imagem s\u00e3o empregados para excluir outras causas que possam influenciar o comportamento do indiv\u00edduo, como tumores e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). A precis\u00e3o no diagn\u00f3stico \u00e9 crucial para um tratamento adequado e a implementa\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias que visem melhorar a qualidade de vida dos pacientes com Alzheimer.<\/p>\n\n\n\n<p>Em busca de solu\u00e7\u00f5es eficazes para quest\u00f5es neurol\u00f3gicas? Agende uma consulta com o Dr. Rubens Cury, especialista em Parkinson, Tremor Essencial, Distonia e Estimula\u00e7\u00e3o Cerebral Profunda (DBS). Possui doutorado em Neurologia pela Universidade de S\u00e3o Paulo e p\u00f3s-doutorado em Neurologia pela Universidade de S\u00e3o Paulo e Universidade de Grenoble, na Fran\u00e7a.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/dmplus.com.br\/blog\/quais-sao-os-primeiros-sinais-da-doenca-de-alzheimer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Quais s\u00e3o os primeiros sinais da doen\u00e7a de Alzheimer?<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"span-reading-time rt-reading-time\" style=\"display: block;\"><span class=\"rt-label rt-prefix\">Tempo de leitura: <\/span> <span class=\"rt-time\"> 3<\/span> <span class=\"rt-label rt-postfix\">minutos<\/span><\/span>Um novo estudo, publicado na revista Nature Neuroscience, destacou a estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica cerebral como uma alternativa para o tratamento futuro da doen\u00e7a de Alzheimer. A t\u00e9cnica utiliza campos el\u00e9tricos de m\u00faltiplas frequ\u00eancias para estimular neur\u00f4nios no hipocampo, regi\u00e3o do c\u00e9rebro envolvida na forma\u00e7\u00e3o, armazenamento e recupera\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias. 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