Parkinson: o que leva uma pessoa a desenvolver a doença?

Postado em: 27/01/2026

A doença de Parkinson é uma das condições neurológicas mais conhecidas no mundo, mas ainda gera muitas dúvidas. Por que ela ocorre? Qualquer pessoa pode desenvolver? Existe algum fator de risco? Essas perguntas são comuns tanto para quem recebeu o diagnóstico quanto para familiares que notaram algum sinal diferente.

Este artigo explica de forma clara o que é a doença de Parkinson, quais fatores estão associados ao seu desenvolvimento, como reconhecer os primeiros sinais e quando buscar orientação médica.

O que é a doença de Parkinson e o que acontece no cérebro?

A doença de Parkinson é uma condição neurológica progressiva que afeta principalmente o controle dos movimentos. Ela ocorre quando células responsáveis pela produção de dopamina (um mensageiro químico essencial para coordenar movimentos de forma fluida e precisa) começam a ser perdidas.

Com a redução da dopamina, o sistema motor passa a funcionar de forma menos eficiente, o que se manifesta nos sintomas característicos da doença. Para ter uma ideia, os dados estimam que a doença de Parkinson afeta aproximadamente 7 milhões de pessoas no mundo e cerca de 250 mil no Brasil. É uma das condições neurológicas mais prevalentes, especialmente após os 60 anos.

Por que o Parkinson ocorre?

A causa exata da doença de Parkinson ainda não é totalmente conhecida pela ciência. O que se sabe é que, na maioria dos casos, a doença resulta de uma combinação de fatores genéticos e ambientais, sem que haja uma única causa isolada.

Fatores genéticos

Algumas mutações genéticas específicas estão associadas a um risco maior de desenvolver a doença, especialmente nos casos com início mais precoce. No entanto, a presença dessas mutações não garante que a pessoa desenvolverá Parkinson. A grande maioria dos pacientes não tem histórico familiar da condição.

Fatores ambientais

Estudos epidemiológicos associaram a exposição prolongada a determinadas substâncias — como solventes, metais pesados e outras toxinas — a um risco aumentado de desenvolver a doença. Alguns estudos também apontam para uma associação da saúde do intestino com o Parkinson.

Quais são os sintomas mais comuns do Parkinson?

Os sintomas da doença de Parkinson podem variar de pessoa para pessoa, mas os sinais motores mais frequentes incluem:

  • Tremor de repouso: tremor que aparece quando o membro está relaxado e tende a diminuir com o movimento voluntário;
  • Bradicinesia: lentidão nos movimentos, que pode dificultar tarefas do dia a dia;
  • Rigidez muscular: sensação de endurecimento ou resistência nos membros;
  • Alterações na marcha: passos mais curtos, dificuldade para iniciar o movimento ou instabilidade postural.

Além dos sintomas motores, a doença de Parkinson também pode se manifestar por sintomas não motores, como alterações no sono, no olfato, na evacuação e no humor.

Quem tem mais risco de desenvolver Parkinson?

Alguns fatores estão associados a uma maior probabilidade de desenvolver a doença de Parkinson. Os principais são:

  • Idade acima de 60 anos: o risco aumenta progressivamente com o envelhecimento;
  • Sexo masculino: homens apresentam uma leve predominância nos casos registrados;
  • Histórico familiar: ter um parente de primeiro grau com a doença aumenta o risco, embora a maioria dos casos seja sem histórico familiar;
  • Exposição ambiental: contato prolongado com certas substâncias químicas, conforme mencionado anteriormente.

Ter um ou mais desses fatores de risco não significa que a pessoa desenvolverá a doença, eles apenas indicam a população com maior risco.

Quando é importante procurar um neurologista?

Sinais de alerta que justificam avaliação:

  • Tremor persistente em repouso, especialmente em mãos ou pés;
  • Lentidão progressiva nos movimentos sem causa aparente;
  • Rigidez muscular ou dificuldade para se movimentar com fluidez;
  • Alterações na marcha, como passos arrastados ou instabilidade.

Esses sinais não confirmam o diagnóstico de Parkinson por si só, mas indicam que uma avaliação neurológica é necessária.

O que fazer ao suspeitar de Parkinson?

Diante de sintomas que gerem dúvida, o caminho mais indicado é buscar avaliação com um neurologista especialista em distúrbios do movimento. Esse profissional tem expertise específica para investigar, diagnosticar e acompanhar condições como a doença de Parkinson.

O processo começa com uma consulta clínica detalhada, que inclui histórico, exame neurológico e, quando necessário, exames complementares. O acompanhamento regular é parte fundamental do cuidado ao longo do tempo.

FAQ — Perguntas frequentes

Parkinson é hereditário?

Na maioria dos casos, não. A doença de Parkinson é predominantemente esporádica, ou seja, aparece sem histórico familiar. Os casos de influência genética são a minoria.

Parkinson pode surgir antes dos 50 anos?

Sim, embora seja menos comum. Quando a doença se manifesta antes dos 50 anos, é chamada de Parkinson de início precoce, e nesses casos a influência genética tende a ser mais relevante.

Existe prevenção para Parkinson?

Não há prevenção específica para a doença de Parkinson, mas hábitos saudáveis (atividade física regular, alimentação equilibrada, sono adequado, socialização e manter a mente ativa) estão associados a uma melhor saúde neurológica de forma geral.

Avaliação especializada em doença de Parkinson

Embora a causa da doença de Parkinson seja difícil de distinguir, informação de qualidade e diagnóstico correto fazem diferença real na vida de quem convive com essa condição.

Se você ou um familiar apresenta sintomas compatíveis com doença de Parkinson, busque uma avaliação especializada. O Dr. Rubens Cury é neurologista especialista em distúrbios do movimento, com atendimento presencial em São Paulo ou por telemedicina para todo o Brasil. Agende sua consulta.

O conteúdo a seguir é informativo e não substitui a avaliação de um neurologista.

Dr. Rubens Cury
Neurologista Especialista em Parkinson
Professor Livre-docente da Universidade de São Paulo
CRM-SP: 131.445
RQE: 64.840

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Dr. Rubens Cury Neurologista
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