A causa da doença de Parkinson é genética?

Postado em: 12/03/2026

Quando alguém na família recebe o diagnóstico de doença de Parkinson, é natural que surja a dúvida: eu também posso desenvolver essa doença? A resposta curta é: na maioria dos casos, o Parkinson não é genético.

A doença de Parkinson é considerada multifatorial e resulta de uma combinação de fatores. Entender essa diferença é importante para reduzir a ansiedade.

O que causa a doença de Parkinson?

A doença de Parkinson está associada à redução progressiva de dopamina, um mensageiro químico produzido em uma região do cérebro chamada substância negra. Quando as células dessa área são perdidas ao longo do tempo, os movimentos passam a ser afetados.

O principal fator de risco conhecido é a idade avançada. A grande maioria dos casos surge após os 60 anos, sem que haja histórico familiar identificável. Isso significa que o envelhecimento, por si só, já representa o maior fator associado ao desenvolvimento da doença.

Qual é o papel da genética na doença de Parkinson?

Estima-se que apenas 10% dos casos de doença de Parkinson tenham relação com alterações genéticas. Existem genes associados à doença, mas a presença deles não determina, de forma absoluta, que a pessoa desenvolverá o Parkinson.

A maioria dos pacientes não tem histórico familiar da doença. E mesmo entre aqueles que têm um parente com Parkinson, o risco aumentado é pequeno, não é uma sentença de herança direta.

Quando suspeitar de origem genética?

Alguns cenários podem indicar maior probabilidade de envolvimento genético:

  • Início dos sintomas antes dos 50 anos (chamado de Parkinson de início precoce);
  • Presença de múltiplos familiares acometidos na mesma família;
  • Casos em gerações sucessivas de pessoas com Parkinson.

Mesmo nesses casos de suspeita genética, a investigação e o tratamento devem ser conduzidos pelo neurologista.

Quais outros fatores podem aumentar ou reduzir o risco?

Além da genética e da idade, estudos epidemiológicos identificaram outros fatores associados ao risco de desenvolver a doença. Vale reforçar que se trata de associações estatísticas, não uma certeza que se aplica a todas as pessoas.

Fatores associados a maior risco:

  • Idade avançada;
  • Exposição prolongada a alguns químicos de solventes, pesticidas e agrotóxicos;
  • Histórico de traumatismo craniano;
  • Sexo masculino (a doença é ligeiramente mais frequente em homens).

Fatores associados a menor risco:

  • Prática regular de atividade física;
  • Alimentação equilibrada e variada;
  • Sono de qualidade.

Nenhum desses fatores, isoladamente, determina que a doença vai ou não aparecer, mas são dados importantes para ter em mente.

Quando procurar um neurologista?

Ter um familiar com doença de Parkinson não é, por si só, motivo de alarme. No entanto, alguns sintomas merecem atenção e avaliação médica, especialmente quando surgem em conjunto:

  • Tremor em repouso (mão que treme quando está parada);
  • Lentidão nos movimentos para tarefas do dia a dia;
  • Rigidez muscular nos membros ou no pescoço;
  • Alterações na marcha ou no equilíbrio.

Se você apresenta esses sintomas — com ou sem histórico familiar — o mais indicado é buscar avaliação com um neurologista especialista em distúrbios do movimento. Além do Parkinson, também existem outras causas possíveis de tremor e somente o especialista pode fazer essa distinção.

FAQ — Perguntas frequentes

Quem tem um parente com Parkinson vai necessariamente desenvolver a doença?

Não. Ter um familiar com doença de Parkinson pode aumentar discretamente o risco, mas não determina que a pessoa desenvolverá a condição. A maioria dos casos não tem origem genética definida.

Teste genético para Parkinson é indicado para todos?

Não é um exame de rotina. A indicação de investigação genética depende de características muito específicas de cada caso, como início precoce ou forte histórico familiar. Quem deve solicitar essa investigação é o neurologista.

É possível prevenir a doença de Parkinson?

Não existe prevenção garantida. No entanto, hábitos como atividade física regular, alimentação equilibrada e sono de qualidade estão associados a menor risco de doenças neurológicas.

Acompanhamento com neurologista especialista em distúrbios do movimento

Se você tem familiares com diagnóstico de doença de Parkinson ou percebeu sintomas como tremor, lentidão e rigidez, e está em busca de um acompanhamento especializado, agende uma consulta com o Dr. Rubens Cury, neurologista especialista em distúrbios do movimento.

Atendimento presencial em São Paulo ou por telemedicina para todo o Brasil.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica.

Dr. Rubens Cury
Neurologista Especialista em Parkinson
Professor Livre-docente da Universidade de São Paulo
CRM-SP: 131.445
RQE: 64.840

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Dr. Rubens Cury Neurologista
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